terça-feira, 24 de agosto de 2010

Perdoa-me

Foi só um delize, inexperado, incalculável. Foi apenas uma tentação, um desejo momentâneo. Foi um descuido suficiente para cavar dores e provocar tristezas imensas.  Prazeres horríveis, turbulências, tempestades que abalaram a conquista de várias vitórias. O sofrimento tomou conta de mim, vejo a escuridão, um abismo e ouço sua voz me dizendo adeus e partindo no breu da noite. Até aonde meus olhos alcançam, consigo ainda avistar o branco de seu vestido, mas se vai, parece que para nunca mais voltar. Lágrimas correm dos meus olhos e chorando me adormeço na areia e ao vento frio, sonho contigo a me acariciar e já ao amanhecer acordo com um força do além, que me impulsiona a correr atrás de ti e pedir perdão. Dentro vales e montanhas começo minha jornada em sua procura, já perdi a marca dos seus passos, mas a esperança de lhe encontrar está acessa dentro de mim. Sem me alimentar, já cai a noite novamente, minhas forças se esgotam e cansado consigo apenas gritar: Perdoa-me!!!

[Fábio Corrêa]

Lembranças

Aqui, neste mesmo lugar, onde nos encontramos pela última vez. Da altura dessa montanha, a paisagem ainda é a mesma, o vento sopra para o mesmo lado e as ondas do mar fazem os mesmos movimentos. Novamente a chuva começa a cair e lentamente começo a descer a montanha e sinto meu corpo molhado e minha roupa grudada. Mas ainda não percebo sua falta, e já lá embaixo quando olho para o lado, vejo que estou sozinho, sem conter às lágrimas que caem dos meus olhos que se misturam com as chuvas, sento-me numa pedra com os pés na areia, e ao sentir as ondas tocar meus pés, a tristeza aumenta sem dimensão. Me viro para o lado e consigo pegar uma linda rosa, sem forças para nada fazer, a flor cai das minhas mãos e é levada pelas ondas, e observo até o último ponto possível, lá se foi... como você! Mas, estou aqui, nessa pedra, sentado e esperando a mesma onda que te levou... lhe trazer de volta para novamente escalar a montanha, juntos, como na última vez que nos encontramos...

[Fábio Corrêa]


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Mundo Hoje

Muitos passam fome
E as nossas crianças
O que terão de esperanças?

Quanta droga
Quanta prostituição
Muitos sofrem por obesidade
Outros por desnutrição.

Mas, minha gente!
Vamos pegar valentes,
E lutar por um mundo descente.

Se não conseguirmos melhorar,
Mas, que pelo menos um pouco:
Amenizar!!!

[Fábio Corrêa]

Tomara


Tomara que você encontre a felicidade
Que essa seja longa e intensa.

Tomara que tenha sucesso
Que enobreça sua força de vontade

Tomara que você tenha dinheiro
E não que o dinheiro o tenha.

Tomara que você sempre sorria
Se chorar, que seja de alegria.

Tomara que tenha saúde
Se houver dor, que seja de saudade.

Tomara que nunca se sinta só
Que tenha sempre alguém ao seu lado.

Se não tiver...

Tomara que se lembre de mim
Porque estarei sempre aqui!

[Fábio Corrêa]

Você Reclama da Vida

Você reclama da vida
No congestionamento das avenidas
Enquanto neste mundo tão ingrato
Muito não podem nem se locomover

Você reclama da vida
Das longas jornadas de trabalhos e estudo
Enquanto neste mundo tão ingrato
Muitos procuram por um emprego

Você reclama da vida
Ao ver suas mãos calejadas
Enquanto neste mundo tão ingrato
Muitos não têm as mãos para trabalhar

Você reclamara da vida
Querendo mais um par de sapatos da boutique
Enquanto neste mundo tão ingrato
Muitos não têm os pés para andar

Você reclamara da vida
Ao ouvir seus pais lhe aconselhando
Enquanto neste mundo tão ingrato
Muitos nem conheceram seus pais

Você reclamara da vida
Ao ver sua mesa tão farta
Enquanto neste mundo tão ingrato
Muitos choram por um pedaço de pão.

[Fábio Corrêa]